No final dos anos 80 os poucos usuários que possuíam um microcomputador em casa precisavam realizar uma série de tarefas para conseguir se conectar à rede.

O ponto de partida aconteceu com a primeira conexão para troca de dados/informação. Em 1988, o LNCC (Laboratório Nacional de Computação Científica), no Rio de Janeiro se conecta com a Universidade de Maryland, nos Estados Unidos. Quase que em paralelo a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) se conecta com um laboratório americano. A conexão era individual tipo ponto a ponto por linha telefônica e as ações eram troca de mensagens e compartilhar arquivos.

Desde meados de 1976, a Embratel fazia experimentos com a transmissão de dados. A ideia do governo era que a Embratel, na época ainda estatal, ficasse responsável por essas conexões e cobrasse por elas.

No início dos anos 90 a evolução continuava e deu um salto com a Conferência da ONU sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, chamada de Eco92 ou Rio92. Foi o primeiro evento com internet no Brasil.

Em dezembro de 1994, a Embratel lança o serviço experimental de internet comercial no Brasil, sendo que em maio de 1995 inicia-se a operação de modo definitivo. No entanto, a empresa perde a exclusividade de operação e empresas privadas começam a operar também.

Naquela época, não havia a internet como conhecemos hoje. O que havia era um servidor que alguns usuários podiam entrar para ter acesso a alguns dados e serviços. A evolução da internet acompanha a evolução do hardware e do software.

Para realizar a conexão, era necessário ligar para um determinado número de um servidor e efetuar a conexão. Nesse momento o sinal telefônico de voz era desconectado e somente havia a transferência de dados. Não se podia utilizar o telefone e a internet simultaneamente.

Como a cobrança era por pulsos, então as conexões ficavam caras. Para minimizar os valores os usuários preferiam então acessar a internet a noite ou em finais de semana onde a cobrança do pulso era única, porém as quedas de conexão eram constantes.

Também era exigido dos provedores um cadastramento prévio e era cobrado pela conexão. Então, tempos depois foram lançados os provedores gratuitos.

Nessa época surge o portal que posteriormente seria o atual Terra, o UOL e na sequência o Zipmail (clientes de e-mail) em 1997. Então em 1998/99 surgem as famosas salas de bate papo da UOL.

Em 2000, os CDs de instalação de aplicativos para acessos à internet eram distribuidores, e com isso os discadores gratuitos estavam a todo vapor, sendo os mais comuns Ibest, Pop e o IG, o qual inicia o portal com informações e notícias on-line.

Até esse momento a conexão não tinha tido muita evolução pois continuava-se tendo que:

– Conectar o modem à rede de telefonia;

– Acessar a opção de cadastro no computador para autenticação da conexão;

– Usar o telefone para ligar, literalmente, para o servidor;

– Quando o servidor responder, apertar o botão no modem para estabelecer a conexão;

– Recolocar o telefone no gancho.

Em 2000, também houve o início da utilização das conexões por ADSL ou, linha digital assimétrica por assinatura, onde não havia mais a necessidade de desconectar a linha telefônica para usar a internet. A transmissão de ambas era simultânea e independente, e a expansão desta tecnologia foi rapidíssima

Basicamente, processo de navegação e o mesmo daquela época quando digitamos um endereço na barra de navegação. A diferença é que naquela época as conexões ainda utilizavam a linha telefônica, em vez de uma infraestrutura separada e as velocidades de conexão.

Apesar da lentidão da implantação em alguns países, o efeito global da internet é algo que deve ser comemorado. Hoje a Internet atua como um fator modificador da vida em sociedade, fazendo as notícias correrem em escala global e tempo real.

Atualmente a internet já deixou de ser considerada fenômeno e é incorporada naturalmente em nossas vidas.