A lentidão das conexões à internet no Brasil é preocupante. Um estudo divulgado pela consultoria norte-americana Akamai aponta como uma das mais lentas do continente. O país é o sétimo colocado na lista que avalia a velocidade média de internet na América do Sul. Ao considerar a média mundial, ficamos na 88ª posição.

Isso tudo por preços que não são muito diferentes dos praticados em países mais desenvolvidos, e infelizmente não se trata de comparar apenas com EUA, Reino Unido ou Japão. Um estudo realizado no final de 2015 pela Telebrasil, associação que reúne as empresas de telecom, comparou os preços de serviços praticados no Brasil com os de outros 17 países. Na Argentina, a carga tributária fica na casa de 26%, na Colômbia, 21% e no Peru é de 20%. Se a comparação levar em conta países similares ao nosso, como Rússia (pagam 18% de impostos), Índia (pagam 12%) e China (a carga sobre serviços de telecom é de 3%), é ainda pior, pois nós pagamos em média 43% de impostos sobre serviços de telecomunicações. Quase metade da conta de banda larga ou celular é imposto.

Anualmente, tributos que vêm de telecomunicações representam R$ 60 bilhões ao todo. É uma questão estratégica: O Estado precisa arrecadar impostos, mas o imposto que se decide cobrar tem impacto direto no país que se constrói. Ao taxar em níveis absurdos os serviços de telecomunicações, o Brasil tomou uma decisão: Internet cara e qualidade não muito alta.

De acordo com dados da Teleco, divulgados em agosto de 2016, três grupos de operadoras concentram 85% das conexões fixas de banda larga no país. Essa concorrência deveria garantir a qualidade dos serviços, porém, os serviços de telecomunicações estão longe de ter sua eficiência garantida.

Vivemos um oligopólio, tendo poucas opções na hora de escolher um plano de internet para nossa casa. Além disso, esse controle facilita que esses poucos grupos ajam de maneira coordenada para impor suas condições ao mercado, como no caso da limitação das franquias de banda larga fixa, sem dar alternativas aos consumidores.

 

FONTES

TELECO

ESTADÃO

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